| Foto by Sandra Pombinho |
| Foto by Emília Nunes |
Maresia -
Luxo quase obsceno de tão magnifico
Percebo que algo está diferente, algo em mim mudou. Aquele cheiro que acompanhou uma infância e adolescência como tavirense transeunte em qualquer uma rua de Tavira, cheiro esse que cheguei a apelidar de nauseabundo, de repente tem o sabor e a intensidade de algo grandioso... transforma-se em luxo.
Esta é provavelmente a riqueza mais bem guardada da minha terra. Todos têm acesso mas só alguns a sentem.
É principalmente no Verão que ele está presente com mais intensidade. É uma mistura que anda no ar, feita de aroma a mar salgado, com salpicos de peixes variados (ou será de mar outra vez?), uns vivos, outros cuja carcaça emana um odor particular...; moluscos, bivalves, conchas, lodo, vegetação circundante, tudo isto é o cheiro a Maresia, um bálsamo dado a conhecer a visitantes, passantes, habitantes... E neste momento já não é bem maresia, é o cheiro da Ria Formosa... Eu sei lá, é este docinho que só quem passa conhece e só quer quer aprecia.
Percebo que algo está diferente, algo em mim mudou. Aquele cheiro que acompanhou uma infância e adolescência como tavirense transeunte em qualquer uma rua de Tavira, cheiro esse que cheguei a apelidar de nauseabundo, de repente tem o sabor e a intensidade de algo grandioso... transforma-se em luxo.
Esta é provavelmente a riqueza mais bem guardada da minha terra. Todos têm acesso mas só alguns a sentem.
É principalmente no Verão que ele está presente com mais intensidade. É uma mistura que anda no ar, feita de aroma a mar salgado, com salpicos de peixes variados (ou será de mar outra vez?), uns vivos, outros cuja carcaça emana um odor particular...; moluscos, bivalves, conchas, lodo, vegetação circundante, tudo isto é o cheiro a Maresia, um bálsamo dado a conhecer a visitantes, passantes, habitantes... E neste momento já não é bem maresia, é o cheiro da Ria Formosa... Eu sei lá, é este docinho que só quem passa conhece e só quer quer aprecia.